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A ALQUIMIA DO AMOR : POESIA DE HUMI



A Alquimia do Amor : Poesia de Humi

O primeiro parágrafo do capítulo 15, em que Rumi fala da FONTE UNA. a obra Fihi-ma-fihi ou O livro do interior, publicado há alguns anos no Brasil pelas Edições Dervish

Há no homem um amor, uma dor, uma inquietude, um apelo que, mesmo se tivesse cem mil universos, não encontraria calma e repouso. As pessoas exercem todos os tipos de profissão, de negócios, e fazem todos os tipos de estudos – medicina, astronomia etc. – mas não encontram repouso, pois seu objetivo não é alcançado. Chama-se o Bem-Amado de ´repouso da alma´; e como seria possível encontrar repouso e quietude senão n´Ele? (p. 96).
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Nas páginas do Fihi-ma-fihi também se encontra uma série de histórias contadas pelo mestre RUMI.  Uma das histórias de que fala da amizade:
“Uma grande caravana viajava e não encontrava cidade alguma, nem água. De repente, encontraram um poço, mas eles não tinham nenhum balde. Pegaram um caldeirão e cordas, e deixaram-no descer até o fundo do poço. Puxaram o caldeirão, mas a corda arrebentou. Deixaram descer um outro caldeirão e este caiu. Daí então amarraram pessoas da caravana com cordas, e enviaram-nas ao poço. Não voltaram.
Havia ali um homem inteligente que disse:
´Eu vou descer´.
Deixaram-no descer. Estava quase chegando no fundo do poço, quando um ser aterrador apareceu. Esse homem inteligente disse a si mesmo:
´Não escaparei, mas é preciso agir de forma inteligente e sem perder a cabeça, para ver o que vai acontecer comigo´.
O ser aterrador disse: ´Não digas nada. És meu prisioneiro, não escaparás, a não ser que me dês uma resposta correta. Nada mais te salvará´.
O homem respondeu: ´Fala´.
O ser aterrador disse: ´Entre todos os lugares, qual é o melhor?´
O homem pensou: ´Sou prisioneiro e impotente em suas mãos. Se eu disser Bagdá ou qualquer outra cidade, é como se demonstrasse desprezo por sua morada´. Então ele respondeu: ´O melhor lugar é aquele onde o homem tem um amigo íntimo, mesmo se este se encontra no fundo da terra ou em um esconderijo de rato´.
O ser aterrador disse: ´Bravo, bravo, estás salvo. És um verdadeiro homem neste mundo. Agora, eu te salvo e graças a ti salvo os outros, de agora em diante não cometerei mais crimes. Perdoei todos os homens do mundo por amor a ti´. Em seguida, ele deu água às pessoas da caravana”(p. 120). 

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O Fihi ma Fihi ( persa : فیه مافیه; do árabe : فیه ما فیه), significa literalmente "É o que é", ou "Em que o que está nele") é uma obra persa em prosa do século 13  do escritor Sufi Mewlānā Jalāl ad-Din Muhammad Balkhi também conhecido como Rumi . O livro é composto de 72 discursos curtos.
Uma página de Fihi ma Fihi de MuntaXab-i Fihi ma Fihi
O título e a origem do livro
De acordo com JM Sadeghi o título "Fihi ma Fihi" apareceu em uma cópia datada de 1316. Outra cópia do livro datado 1350 tem o título "Asrar al-jalalieh". Rumi no quinto volume de Masnavi-i Ma'navi menciona [1] que
"
بس سوال و بس جواب و ماجرا
بد میان زاهد و رب الوری

که زمین و آسمان پر نور شد
در مقالات آن همه مذکور شد
"

que provavelmente se refere a este livro. O título "Maghalat-e Mowlana" cópias do livro publicado no Irã .
Não se sabe muito sobre o tempo de publicação e o autor do livro. De acordo com B. Forouzanfar, o editor da cópia mais confiável do livro, é provável que o livro foi escrito por Sultanwalad, o filho mais velho de Rumi, baseado em manuscritos e anotações feitas por ele mesmo ou de os outros das palestras de seu pai em Masnavi-i Ma'navi .
Importância

A importância deste trabalho está em ser um dos primeiros livros persas em prosa após a chamada evolução da literatura persa (Enghelab-e adabi). Além disso, o livro tornou-se uma introdução ao Masnavi. Também muitos conceitos em sufismo são descritos neste livro, em termos simples.


O Masnavi ou Masnavi-I Ma'navi (em persa: مثنوی معنوی), (em turco: Mesnevi), também escrito como Mathnawi ou Mesnevi, escrito em persa por Jalal ad-Din Muhammad Rumi, o celebrado santo sufi e poeta persa, é um dos trabalhos mais conhecidos e influentes tanto do sufismo quanto da literatura da Pérsia. Contando com seis livros de poemas compreendendo mais de 50.000 linhas, representa em 424 histórias a luta e o sofrimento do homem em sua busca pelo DIVINO.

O título Masnavi-I Ma'navi significa "Dísticos Rimados de Significado Espiritual Profundo." É considerado por alguns como o trabalho capital da literatura sufi. O próprio Rumi referiu-se ao Masnavi como "a raiz das raízes das raízes da religião (islâmica)." Embora o original ainda exista, muitas versões diferentes do Masnavi foram publicadas no Irã, Índia e Paquistão.


Extraído de: http://en.wikipedia.org/wiki/Fihi_Ma_Fihi 
e trecho extraído de: http://en.wikipedia.org/wiki/Masnavi
http://pt.wikipedia.org/wiki/Masnavi


Fihi-Ma-Fihi
«Se esse conhecimento pudesse ser obtido simplesmente pelo que dizem outros homens, não seria necessário entregar-se a tanto trabalho e esforço, e ninguém se sacrificaria tanto nessa busca.

Alguém vai á beira do mar e só vê água salgada, tubarões e peixes. Ele diz:

«Onde está essa pérola de que falam? Talvez não haja pérola alguma».

Como seria possível obter a pérola simplesmente olhando o mar? Mesmo que tivesse de esvaziar o mar cem mil vezes com uma taça, a pérola jamais seria encontrada.

E preciso um mergulhador para encontrá-la.»
RUMI
Trecho extraído de:
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Jalaluddin RUMI
"Se pensar em um bem-amado deste mundo traz tanta força e benefícios, o que há de surpreendente no fato de o Amigo Divino dar força a Seu amigo tanto na presença quanto na ausência? Isso não é imaginação; é a alma de todas as verdades e não se pode dizer que é imaginação.
O mundo está fundado na imaginação. Tu pensas que este mundo é real porque o vês e o tocas, chamas todas as realidades profundas (mani), às quais este mundo está subordinado, de imaginação. É o contrário (que é correto). A imaginação é este mundo e a realidade pode criar cem mundos parecidos, que apodrecem, deterioram-se e se destroem; ela pode ainda criar um mundo melhor que não envelhece, que está longe de ser novo ou velho; tem a qualidade de ser velho ou novo o que decorre disso. Aquele que criou essas duas coisas está distante e acima delas. [O Rei do Amor oferece dois mil raios de luz a cada momento. D'Ele não desejo ver outra coisa senão Sua Beleza.] Um arquiteto projeta em seu pensamento uma casa e cria imagens: ele imagina seu comprimento, sua largura, o piso, o pátio. Essas imagens não são a imaginação: a realidade sai dessa imaginação e depende dela. O homem que não é arquiteto e que elabora formas e imagens em pensamento, usa a imaginação; normalmente, as pessoas dizem a esse homem que não é arquiteto e não conhece esta arte: "Estás imaginando coisas".
...
Se esse conhecimento pudesse ser obtido simplesmente pelo que dizem outros homens, não seria necessário entregar-se a tanto trabalho e esforço, e ninguém se sacrificaria tanto nessa busca. Alguém vai à beira do mar e só vê água salgada, tubarões e peixes. Ele diz: "onde está essa pérola de que falam? Talvez não haja pérola alguma". Como seria possível obter a pérola simplesmente olhando o mar? Mesmo que tivesse de esvaziar o mar cem mil vezes com uma taça, a pérola jamais seria encontrada.
É preciso um mergulhador para encontrá-la."
...
"Procurai não dizer que entendestes... A compreensão reside em não compreender... Para ti, essa compreensão é um obstáculo. É preciso escapar dela. Para alcançar o sentido profundo (mani) dissimulado "sob o véu das palavras", somente disponibilidade, ou receptividade não bastam: é necessário um esforço, uma atitude, primeiro passo que faz daquele que questiona - ou se questiona - um peregrino, no Caminho. A utilidade da palavra será portanto a de fazer-te procurar e a de iniciar-te; o que não quer dizer que a coisa que se busca seja obtida pela palavra: se fosse assim, não terias que fazer tanto esforço... A palavra é como algo que vês mover-se de longe: vais à sua procura para vê-la, mas não é por causa de seu movimento que a vês. A palavra do homem, sob seu aspecto oculto, é algo como: ela te faz buscar o sentido, embora na realidade não o vejas".
Rumi. Século XIII. Fihi Ma Fihi. Tradução do original persa por Eva de Vtray-Meyerovich. Rio de Janeiro, Edições Dervish, 1993.320 p. p.9, p.165, p.capa.



Sobre Jalaluddin Rumi.
Jalaluddin Rumi nasceu em Balkh, na província da Pérsia, atual Afeganistão. Balkh era na época uma cidade proeminente e a família de Rumi oferecia serviços de ordem legal e religiosa. Fugindo dos Mongóis que estavam tentando conquistar a região, a família de Rumi viajou para várias cidades, finalmente instalando-se em Karaman, perto de Konya, onde fica hoje a Turquia.
O pai de Rumi era teólogo, professor e disseminador do Islã. Rumi continuou essa tradição e, após a morte de seu pai em 1231, assumiu o posto dele como professor proeminente. Essa parte do mundo era na época conhecida como Rum, nome derivado do Império Romano Bizantino que havia anteriormente o contido. O nome de Jalaluddin Rumi na religião e literatura deriva de Rum. Rumi é atualmente considerado um místico e poeta persa e é identificado com o sufismo e o misticismo sufi, em que os devotos buscam uma união mística com D'us. Em 1244, Shams ad-Din (filho da religião), um devoto sufi itinerante de Tabrìz, tornou-se mentor de Rumi.
Ao longo de dois anos, Rumi e Shams ad-Din cultivavam uma amizade platônica e compartilhavam a mesma casa.

Os Sufis tinham a tradição de amizades platônicas próximas baseadas em metas espirituais em comum. Anteriormente a essa amizade, Rumi era um renomado professor. Seus alunos ficaram ameaçados pela amizade de Rumi com Shams e ameaçaram-no. Shams ad-Din desapareceu subitamente em 1247 e Rumi compôs aproximadamente 30.000 versos de poesia, as letras de Lyrics of Shams of Tabrìz, expressando seus sentimentos diante do desaparecimento de seu amigo.
Ele mais tarde desenvolveu amizades espirituais profundas que também não foram bem aceitas por seus alunos. Uma dessas amizades novamente inspirou Rumi a escrever versos, especialmente o poema épico Masnavi I Ma\'navi, que exerceu uma enorme influência sobre a literatura e pensamento islâmicos. Esse amigo, Husam ad-Din Chelebi, tornou-se líder da ordem de Mevlevi após a morte de Rumi, em 1273. Rumi havia ensinado que "Muçulmanos, cristãos, judeus e zoroastas deveriam ser vistos através de um único olho”. Konya é hoje um local de peregrinação de milhares de pessoas.


Trecho extraído de: http://www.padrepio.org.br/index.php/mestre/rumi

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Jalal ad-Din Muhammad Rumi
Nascimento 30 de setembro de 1207
Morte 17 de setembro de 1273 (65 anos)
Ocupação Poeta, jurista, teólogo

Mawlānā Jalāl-ad-Dīn Muhammad Rūmī (مولانا جلال الدین محمد رومی), também conhecido como Mawlānā Jalāl-ad-Dīn Muhammad Balkhī (محمد بلخى), ou ainda apenas Rumi ou Mevlana, (30 de setembro de 1207 — 17 de setembro de 1273), foi um poeta, jurista e teólogo sufi persa[1] do século XIII. Seu nome significa literalmente "Majestade da Religião"; Jalal significa "majestade" e Din significa "religião".[2] Rumi é, também, um nome descritivo cujo significado é "o romano", pois ele viveu grande parte da sua vida na Anatólia, que era parte do Império Bizantino dois séculos antes.[3]

Túmulo de Rumi em Konya, Turquia.

Ele nasceu na então província persa de Balkh, na aldeia de Wakhsh, atualmente na província de Khatlon do Tadjiquistão. A região estava, nessa época, sob a esfera de influência da região de Khorasan e era parte do Império Khwarezmio.
Ele viveu a maior parte de sua vida sob o Sultanato de Rum, no que é hoje a Turquia, onde produziu a maior parte de seus trabalhos[4] e morreu em 1273 CE. Foi enterrado em Konya e seu túmulo tornou-se um lugar de peregrinação. Após sua morte, seus seguidores e seu filho Sultan Walad fundaram a Ordem Sufi Mawlawīyah, também conhecida como ordem dos dervishes girantes, famosos por sua dança sufi conhecida como cerimônia sema.

Os trabalhos de Rumi foram escritos em novo persa. Uma renascença literária persa (século VIII/IX) começou nas regiões de Sistan, Khorāsān e Transoxiana[5] e por volta do século X/XI, ela substituiu o árabe como língua literária e cultural no mundo islâmico persa. Embora os trabalhos de Rumi houvessem sido escritos em persa, a importância de Rumi transcendeu fronteiras étnicas e nacionais. Seus trabalhos originais são extensamente lidos em sua língua original em toda a região de fala persa. Traduções de seus trabalhos são bastante populares no sul da Ásia, em turco, árabe e nos países ocidentais. Sua poesia também tem influenciado a literatura persa bem como a literatura em urdu, bengali, árabe e turco. Seus poemas foram extensivamente traduzidos em várias das línguas do mundo e transpostos em vários formatos; A BBC o descreveu como o "poeta mais popular na América".[6]

Trabalhos principais
A poesia de Rumi é frequentemente dividida em diversas categorias: os quartetos (rubayāt) e odes (ğazal) do Divan, os seis livros do Masnavi, Os Discursos, As Cartas e o praticamente desconhecido Seis Sermões.
Trabalhos poéticos

Maṭnawīye Ma'nawī
Museu Mevlâna, Konya, Turquia


A principal obra de Rumi é o Maṭnawīye Ma'nawī (Dísticos Espirituais; مثنوی معنوی), um poema em seis volumes considerado por alguns como sufi[7] como o Corão em língua persa. É considerado por muitos como um dos maiores trabalhos de poesia mística.

A outra grande obra de Rumi é o Dīwān-e Kabīr (Grande Obra) ou Dīwān-e Shams-e Tabrīzī (As Obras de Shams de Tabriz; دیوان شمس تبریزی intitulado em honra do grande amigo e inspiração de Rumi, o dervixe Shams) e contendo aproximadamente quarenta mil versos. Várias razões foram dadas para a decisão de Rumi de dar o nome de Shams à sua obra prima; algumas pessoam defendem a ideia de que já que Rumi não teria sido um poeta sem Shams, é justo que a coleção receba seu nome.

Trabalhos em Prosa
Fihi Ma Fihi (Nele o Que Estiver Nele, Persa: فیه ما فیه) é uma coletânea de setenta e uma palestras dadas por Rumi em várias ocasiões para seus discípulos. Foi compilada a partir das anotações de vários de seus discípulos, e portanto Rumi não escreveu o trabalho diretamente.[8]

Uma tradução para o inglês a partir do persa foi publicada pela primeira vez por A.J. Arberry como os Discourses of Rumi (Discursos de Rumi) (New York: Samuel Weiser, 1972), e uma tradução do segundo livro por Wheeler Thackston, Sign of the Unseen (Sinal do Invisível) (Putney, VT: Threshold Books, 1994).
Majāles-e Sab'a (Sete Sessões, Persa: مجالس سبعه) contêm se sermões persas (como implicado pelo nome) ou palestras dadas em diferentes assembleias. Os sermões propriamente dão um comentário sobre o sentido mais profundo do Corão e do Hadith. Os sermões também incluem citações dos poemas de Sana'i, 'Attar e outros poetas, incluindo o próprio Rumi. Como relatado por Aflakī, após o Shams-e Tabrīzī, Rumi deu sermões pela requisição de notáveis, especialmente Salāh al-Dīn Zarkūb.[9]
Makatib (As Cartas, Persa: مکاتیب) é o livro contendo as cartas de Rumi em persa para seus discípulos, familiares e homens influentes e do governo. As cartas testificam que Rumi estava bastante ocupado ajudando familiares e administrando uma comunidade de discípulos que cresceu ao redor deles.


A Alquimia do Amor: Poesia de Rumi


 

Referências

  1.  B. Ghafurov, "Todjikon", 2 vols., Dushanbe 1983-5.
  2.  Rumi's Spirituality. Página visitada em 15 de outubro de 2007.
  3.  Schwartz, Stephen. "The Balkin Front." Weekly Standard, 14 de maio de 2007.
  4.  Barks, ColemanRumi: The Book of Love: Poems of Ecstasy and Longing, p. xxv Harper Collins (2005), ISBN 0-06-075050-2
  5.  Lazard, Gilbert "The Rise of the New Persian Language", in Frye, R. N., The Cambridge History of Iran, Cambridge: Cambridge University Press, 1995, Vol. 4, pp. 595–632. (Lapidus, Ira, 2002, A Brief History of Islamic Societies, "Sob governo árabe, a língua árabe tornou-se a língua principal paa a administração e religião. A substituição do persa médio por árabe foi facilitada pela tradução dos clássicos persas em árabe. O árabe tornou-se o principal veículo da alta cultura persa e manteve-se assim até o sécuo XI. A língua parsi declinou, tendo sido mantida viva principalmente pelo clero zoroástrico no Irã ocidental. As conquistas árabes, entretanto, ajudaram a tornar o persa ao invés do árabe a língua mais comum falada no Khurasan e nas regiões além do rio Oxus. Paradoxalmente, o domínio árabe e islâmico criaram uma região cultural persa em áreas nunca antes unificadas pela língua persa. Um novo persa desenvolveu-se desta situação linguística complexa. No século IX, os governadores Tahirid de Khurasan começaram a escrever a velha língua persa em caracteres árabes ao invés de caracteres pahlavi. Ao mesmo tempo, senhores orientais nos principados pequenos começaram a patrocinar uma poesia da corte local numa forma elevada de persa. A nova poesia era inspirada por formas de versos árabes, de modo que patrões iranianos que não entendessem a língua árabe pudessem compreender e apreciar a apresentação de uma poesia elevada e dignificada na maneira de Bagdá. Esta nova poesia floresceu em regiões onde a influência cultural abássida foi atenuada e onde não tinha que competir com a tradição sobrevivente dos clássicos literários em persa médio cultivados por motivos religiosos no Irã ocidental. Nas regiões ocidentais, incluindo o Iraque, a Síria e o Egito e as terras do ocidente islâmico longínquo incluindo o norte da África e a Espanha, o árabe tornou-se a língua predominante tanto da alta cultura literária quanto do discurso oral." pp. 125–132, Cambridge: Cambridge University Press.)
  6.  Charles Haviland (2007-09-30). The roar of Rumi - 800 years on. BBC News. Página visitada em 2007-09-30.
  7.  Abdul Rahman Jami nota:
    من چه گویم وصف آن عالی‌جناب — نیست پیغمبر ولی دارد کتاب
    مثنوی معنوی مولوی — هست قرآن در زبان پهلوی
    O que posso dizer em honra daquele grande homem?
    Ele não é um profeta mas veio com um livro;
    Masnavi Espiritual de Mowlavi
    Masnavi Espiritual de Mowlavi

    É o Corão na língua de Pahlavi (Persa).
    (Khawaja Abdul Hamid Irfani, "The Sayings of Rumi and Iqbal", Bazm-e-Rumi, 1976.)
  8.  Franklin Lewis, Rumi: Past and Present, East and West – The Life, Teachings, and Poetry of Jalal al-Din Rumi, Oneworld Publications, 2000, Capítulo 7.
  9.  Franklin Lewis, Rumi: Past and Present, East and West – The Life, Teachings, and Poetry of Jalal al-Din Rumi, Oneworld Publications, 2000.

Extraído de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jalal_ad-Din_Muhammad_Rumi

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Enviado por  em 08/02/2012
Enviado por  em 09/12/2010
Trechos da Cerimônia Sema - Dervixes rodopiantes na estação Sirkeçi em Istambul, Turquia.

Fonte:http://portaldosanjos.ning.com/group/muraldosanjos/forum/topic/show?id=3406316

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