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Mostrando postagens de 2012

A MENTE E O CORAÇÃO - HAZRAT INAYAT KHAN

Pensamento, memória, vontade e razão juntamente com o ego que é o quinto e principal fator, constituem o coração. São essas cinco coisas que podem ser chamadas de coração, porém ao nomear definidamente as diferentes partes desse coração, chamamos a superfície de mente e a profundeza dele de coração. Se imaginarmos esse coração com sendo uma lanterna, a luz na lanterna transforma-o no espírito. Chamamos o coração de lanterna quando não pensamos na luz, mas quando há uma luz, esquecemos, então, a palavra lanterna e chamamo-la luz. Quando chamamos o coração de espírito, não significa espírito desprovido de coração, assim como não significa luz sem a lanterna, mas sim luz na lanterna. O uso correto da palavra espírito, entretanto, é apenas como a essência de todas as coisas. A luz e vida essencial da qual tudo surgiu – isso é o espírito. Mas usamos a palavra espírito também em um sentido limitado, assim como a luz é a luz do sol que permeia tudo e ao mesmo tempo é a luz da lanterna – que ch…

O MISTICISMO DO SOM E DA MÚSICA - HAZRAT INAYAT KHAN

De acordo com o ponto de vista esotérico, a música é o começo e o fim do universo. Todas as ações e movimentos feitos nos mundos visível e invisível são musicais. Isto é, eles são constituídos de vibrações pertencentes a um certo plano de existência. Em sânscrito, a música é chamada sangita, que significa três sujeitos: o cantar, o tocar e o dançar. Esses três estão combinados em toda ação. Por exemplo, na ação da fala há a voz significando o cantar, a pronunciação das palavras significando o tocar e os movimentos do corpo bem como a expressão da face significando o dançar. A música oriental está inteiramente baseada sobre uma base filosófica e espiritual. O inventor dela foi Mahadeva, o senhor dos Iogues, e o maior músico foi Parvati, sua amada esposa. Krishna, a encarnação de Deus, era um músico hábil, que encantava ambos os mundos através da música de sua flauta, fazendo os Iogues dançarem. Bharata Muni, o maior santo hindu, foi o primeiro compositor de música. Os místicos, tal como…

A MÚSICA SUPREMA : DEUS CRIOU O MUNDO A PARTIR DO SOM

Hafiz e Hazrat Unayat Khan – Deus Criou Mundo a Partir do Som
Hafiz, um dos grandes poetas da antiga Pérsia, conta a seguinte lenda: “Deus fez uma estátua de barro à sua própria imagem e quis que essa estátua possuísse alma. Mas a alma recusou-se a ser aprisionada, pois é de sua natureza ser livre e voar à vontade. A alma não quer estar presa, nem admite que lhe imponham limites. O corpo é uma prisão e a alma recusou-se a adentrá-lo. Então Deus pediu aos anjos que tocassem sua música. E, à medida que os anjos tocavam, a alma ficou extasiada. Para poder sentir melhor a música e ouvi-la de perto a alma entrou no corpo.” Hafiz disse: “As pessoas dizem que ao ouvir aquele som, a alma entrou no corpo; a verdade, porém é que a própria alma era o som.”

Ao que o sufi Hazrat Unayat Khan comentou: “Essa é uma bela lenda, no entanto ainda maior é o seu mistério, o seu significado. A interpretação dessa lenda nos explica duas grandes leis. Uma delas é que a natureza da alma é ser livre e, para a al…

A MESQUITA DO SUFI - HAZRAT INAYAT KHAN

O Sufi vê a verdade em todas as religiões, não diz que uma religião não é sua religião.
Hindus e Muçulmanos visitam igualmente o túmulo dos grandes santos Sufis.
Como, por exemplo visitam o túmulo Munid Ud-Din Chisti em Ajmer.
O Sufi vê só uma Verdade em todas as formas.
Se convidarem um Sufi para visitar e fazer preces numa igreja cristã, prontamente aceita.
Se quiserem levá-lo a uma sinagoga pedindo-lhe que ore como os israelitas, faz isso com prazer.
Entre os Muçulmanos rezará o Nimaz com eles.
No templo hindu o Sufi vê o mesmo Deus, o Deus vivo, no lugar do ídolo.
No templo de Buddha sente-se inspirado e não se deixa cegar pela idolatria.
A verdadeira mesquita do Sufi é seu Coração, onde vive o Bem-Amado,
Que é adorado tanto Pelos muçulmanos como pelos Kufrs.

Hazrat Inayat Khan Fonte:http://william-infinito.blogspot.com.br/2010/02/

OS SUFISTAS

Escrito por Robert Graves, para o livro "Os Sufis", de Idries Shah

Os sufis são uma antiga maçonaria espiritual cujas origens nunca foram traçadas nem datadas; nem eles mesmos se interessam muito por esse tipo de pesquisa, contentando-se em mostrar a ocorrência da sua maneira de pensar em diferentes regiões e períodos. Conquanto sejam, de ordinário, erroneamente tomados por uma seita muçulmana, os sufis sentem-se à vontade em todas as religiões: exatamente como os "pedreiros-livres e aceitos", abrem diante de si, em sua loja, qualquer livro sagrado - seja a Bíblia, seja o Corão, seja a Torá - aceito pelo Estado temporal. Se chamam ao islamismo a "casca" do sufismo, é porque o sufismo, para eles, constitui o ensino secreto dentro de todas as religiões. Não obstante, segundo Ali el-Hujwiri, escritor sufista primitivo e autorizado, o próprio profeta Maomé disse: "Aquele que ouve a voz do povo sufista e não diz aamin (amém) é lembrado na presença de Deus …